Pessoal e intransferível

 

Existem coisas que são o que são e pronto. Por exemplo, quando vejo um quadro de Van Gogh sinto um tremendo comichão no peito que me assusta. Se tiver um derrame, com certeza, ele será um dos acusados. Quando leio um livro e me emociono com a forma com que as palavras são escritas me sinto no divino. Completo. Apaixonado. Assim é com tantas outras coisas: na música, muitas vezes, me emociono com coisas banais, mas quem pode afirmar que são banais? Talvez, naquele momento eu senti uma necessidade de preencher algo que aquela música o fez.

 

Gostamos, invariavelmente, de quadros, cantores, roupas por que nossas emoções estão à flor da pele num determinado momento. Marca. A ferro em brasa. E nossa alma , fica lá, marcada, gotejando o que nossos olhos covardes não tem coragem.

 

Por que um ator é bom? Por que uma música é linda? Por que as pinceladas num fundo branco é algo valioso? Por que as palavras são construídas de modo a diferenciar nossas vidas. Queremos encontrar algo que nos sustente: nossa covardia, nossa coragem, nossa essência, nossos valores, nossos preconceitos. Nada melhor do que a arte para mostrar isso. De forma indireta, ou a produzindo.

 

Certo e errado não se encaixam na arte, na verdade, eles se mesclam. Bom senso sempre, mesmo que ele se difere nos seus conceitos e nas suas verdades. Enquanto a beleza é momentânea, a arte fica para provar que existe eternidade.

Receita do dia

FONDUE DE CARNE

Para fazer o fondue de carne, você precisará de um fogareiro com queimador a álcool ou a gás e uma panela de aço inox, esmalte, cobre ou ferro revestido internamente de uma camada de esmalte. Prefira as panelas que vão se afunilando na parte superior, pois evitam que o óleo espirre. Calcule 2 garfos por pessoa, um de cabo comprido, de preferência de madeira, com pequenos dentes retos para fritar a carne e um segundo (que pode ser o de sobremesa), para mergulhar a carne no molho.

Diversos potes para molho e pratos individuais, uma tábua com a carne cortada em tiras e uma cesta de pão. Calcule 200 g de pão por pessoa e de preferência escolha os de casca mais firme. Uma escumadeira ou uma pequena peneira de cabo longo para retirar alguma coisa que venha a cair no óleo.

Tipos de carne
Você pode escolher carne de boi, cordeiro ou de aves desde que seja de textura delicada e sem gordura aparente. O filé mignon é o mais indicado pela sua maciez. Limpe-o bem e corte em cubos ou tiras.

Preparo
Não tempere a carne com sal antes de fritá-la, pois isto faria a carne criar água e, conseqüentemente, o óleo espirra e não coloque ervas sobre a carne antes de fritar, pois elas queimam e deixam um aroma desagradável. Para levar a fondue de carne à mesa, coloque filme plástico entre as fatias de carne, isto evitará que elas grudem e facilitará o manuseio. Se a carne estiver cortada em tiras, enrole-a no garfo apropriado para fondue se for cubo basta espetá-la. Só depois frite no óleo bem quente. Os garfos com dentes pequenos espetam com mais firmeza.

Dando mais sabor a sua receita
Para deixar sua fondue de carne mais saborosa, corte a carne e coloque-a em uma tigela forrada com rodelas de cebola. Regue com azeite de oliva, coloque um ramo de manjericão e salpique pimenta-do-reino em grãos (não coloque sal). Espalhe com uma camada de cebola e cubra com papel-alumínio ou filme plástico. Deixe tomar gosto por 12 horas. No outro dia, antes de servir, retire os pedaços de carne e seque com toalha de papel.

Para acompanhar a fondue de carne
Monte um conjunto de temperos e leve à mesa, como sal, páprica, pimenta-do-reino moída. Só tempere a carne depois de frita. Distribua em pequenas tigelas pepino em conserva, azeitonas, mini cenouras, tiras de pimentão, pedaços de talo de salsão. Sirva pelo menos quatro molhos diferentes.

Sugestões:
Molho campanha
Molho de ervas
Molho de hortelã
Molho de tangerina com azedinha
Molho vinagrete com vinho branco
mais receitas 

Qual o limiar da arte?

Dionísio deve chorar no Olimpo cada vez que percebe a arte sendo feito em nossos dias. Suas lágrimas são as escassas chuvas que insistem em não contribuir para a seca, outrora provoca inundações. Castigo. A arte feita hoje em dia é muito questionável. Mas, qual o limiar da arte? O que é arte, afinal?

 

Tenho grande estima por teatro. Desde adolescente que busca na interpretação algo que me valorize e me transforme. Daí minha teoria sobre isso: se a arte não transforma de alguma maneira, não é arte. Mas, é uma visão muito particular da coisa. Brecht questionava isso. Seu teatro foi social, sem grandes atributos, entretanto cunhado na filosofia. O espectador tinha que sair “com a pulga atrás da orelha”.

 

O cinema, a música, as artes plásticas e a literatura tem que passar por nosso crivo crítico, senão, não é arte. Na verdade, cada vez que você procurar qualquer dessas alternativas, no fundo, bem no fundinho, você quer se emocionar. Ou um sentimento que necessita ser extravasado, ou um vazio que precisa ser preenchido, ou a querência em saber sobre o divino.

 

Será que existe um limite para se fazer arte? Que universo é esse que encanta e desencanta sempre? Seja politizada ou anárquica ou particular. E o egocentrismo na obra? Será que o artista quer mesmo uma divulgação? Sabemos que precisa de dinheiro para sobreviver e de intuição e talento também.

 

Talvez as lágrimas de Dionísio não sejam tão cruéis, muito embora alguns mereçam, mas com certeza quando caídas nas cabeças dos favorecidos, o espetáculo começa.

Receita do dia

VINHO QUENTE

Ingredientes:

  Vinho tinto.
  Canela em pau.
  Cravo.
  Gengibre picado.
2 xíc açúcar.
  Opcional:.
  Frutas (in natura) picadas (maçã, abacaxi, uva, pessego...)

 

Modo de preparo:

 

1 - Levar todos os ingredientes ao fogo menos o vinho e as frutas e deixar ferver até soltar o sabor.

 

2 - Aí então, tirar do fogo e acrescentar o vinho  e levar ao fogo até levantar fervura. Se quiser, acrescentar as frutas.

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