A saída não tem saída. É uma entrada. 

Quer lhe dizer que te amo. Não do modo romântico com que os filmes clássicos estruturaram o amor. Não quero você para mim. Seja assim, sempre assim. Não precisa me amar também. O meu basta. Arrasta. Mas, é suficiente. Queria ter poderes mágicos para arrancar de você essa tristeza. Desculpe, minha cartola não tem soluções. O coelhinho branco nunca existiu. Eu sim.  

Quando parecer que não tem volta. Revolta-se! Diga para si, para o mundo apocalíptico que te devora: basta! Exija! Seja! Amadureça. Não a ponto de cair e espatifar no chão. A ponto de estar plena. Consciente e triste. Mas viva! 

Não tenho mais o que dizer, as palavras faltam e eu não quero parecer pedante. Sou apenas amante. Se um dia de envolvi com minha tormenta, sinceramente, obrigado por não me deixar afogar. As lágrimas que de você saltaram, jubilosas, marejaram os meus também. Não sou onipotente. Não quero ser Deus! Quero fazer desaparecer toda a dor que sente. Desminta o que penso: não existe saída. Só temos entradas. 

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