E ela está de VOLTA:

capa do novo cd: Björk

esperemos anciosamente!

Da luz faz-se o objeto. Enxerga quem quer

 

A luz abaixa preparando-nos para o sonho. De pouco em pouco filetes de luz constroem uma nova era. A cortina abre-se devagar, denunciando um presságio. A música começa lenta e suave quase inaudível e conforme o cenário é posto em nossas pálpebras, aumenta para despertar uma emoção. Pronto: o espetáculo começa.

 

No palco, uma trupe que fala de uma época. Dramático e satírico. O sotaque é apenas um gracejo: nem português, nem espanhol, nem castelhano. Cubano. O ator de vozeirão começa a empunhar seu texto. Todos observam. As mulheres cantam, dançam e iluminam. Quiçá a luz não estive lá, não haveria problema. O outro ator, usa e abusa da caixa traseira do rosto para implementar seu personagem. A louca, ora...ora..., todos eram loucos, impressiona.

 

O cenário, exótico, de retalhos e bambus, complementa a atuação. Tudo é festa. Tudo é ode. Tudo é teatro. Peter Weiss escreveu a obra Marat/Sade para ser transformada numa Ópera Bufa. Bufam aqueles que não conseguiram entrar. Afinal, foram horas de espera que valeram cada minuto.

 

Assim foi a atração: Charenton do grupo Buendia de Cuba, que apresentou-se no Centro Cultural Vergueiro ontem. De graça. Na II Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo. Espetáculo é pouco.

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